O “acordo” ortográfico

Acordo com quem, cara-pálida? Da minha idéia ninguém tira o acento! Que democracia houve nisso? Foi feito por quê, para quê, para quem? Ah, pára, né…

“Sou contra. Visceralmente contra. Filosoficamente contra. Linguisticamente contra. Começo por ser contra com a força das minhas entranhas: sou incapaz de aceitar que uma dúzia de sábios se considere dona de uma língua falada por milhões. Ninguém é dono da língua. Ninguém a pode transformar por capricho. Por capricho, vírgula: por mentalidade concentracionária, em busca de uma unidade que, para além de impossível, seria sinistra. A língua é produto de uma história; e não foram apenas Portugal e Brasil que apresentaram suas variações fonéticas, lexicais ou sintáticas; a África, Macau, Timor e Goa, que os sábios do Acordo ignoram nas suas maquinações racionalistas, também têm direito a usar e a abusar da língua.” (Edgard Murano)

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