Epidemiologista considera “surpreendente” evolução rápida da pandemia e defende isolamento horizontal

As estratégias de enfrentamento a pandemias são dinâmicas, alteráveis dependendo da experiência do momento. Mesmo no meio científico, há ainda muitas dúvidas sobre o novo coronavírus (Covid-19). E, dependendo das respostas que possam ser encontradas, a evolução pode surpreender e as estratégias podem mudar, exigindo, por exemplo, um maior ou menor grau de isolamento. Essa incerteza ocorre por vários fatores. Um deles é a característica mutável dos vírus em geral, como explica o médico sanitarista e epidemiologista Eduardo Azeredo Costa, que concedeu entrevista ao QTMD? em 22 de março.

Para médico sanitarista, Mandetta fez o certo ao alertar sobre colapso do SUS

No último dia 20 de março, o médico ortopedista Luiz Henrique Mandetta, que já tem o seu lugar reservado nos livros de história simplesmente por ser o ministro da Saúde no Brasil durante a pandemia de coronavírus, declarou que, se nada for feito, o SUS entrará em colapso em abril, quando se prevê o pico da doença no país. Embora Mandetta tenha mudado de discurso depois, a sua previsão, que num primeiro momento poderia soar apocalíptica, tem base na realidade, segundo o experiente médico sanitarista e epidemiologista Eduardo Azeredo Costa.

"O desastre Bolsonaro é muito maior do que o do coronavírus", diz sanitarista

O médico sanitarista e epidemiologista Eduardo Azeredo Costa, que foi diretor de Farmanguinhos e trabalhou cerca de 30 anos na Fiocruz, é enfático ao afirmar que “disciplina social é central para controlar doenças”. Mas como exigir do povo essa disciplina se o principal mandatário da República, o presidente do país, debocha da situação e não passa confiança?

Médico sanitarista fala sobre a responsabilidade social em tempos de pandemia

Uma sociedade mais solidária pode surgir a partir da experiência com pandemias, como a do novo coronavírus (COVID-19). Essa é a avaliação do médico sanitarista, PhD em epidemiologia, com décadas de experiência na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Pedro Reginaldo Prata. Mas, para que essa esperança se concretize, é preciso que todos enxerguem sua responsabilidade social.

Sobre a delação e a recusa, por Pedro Tierra

  Pertenço a uma geração que viu não poucos companheiros de luta voltarem das sessões de interrogatórios deformados pela brutalidade dos espancamentos para não entregar um ponto de encontro, uma informação, um documento. Para não delatar. Para não trair. Alguns simplesmente,  não voltaram. Pagaram com a morte seu silêncio. A delação era a ignomínia. A condenação ao ostracismo, à exclusão de qualquer ambiente de convívio social. A morte civil.

Hélio Fernandes: “A humanidade não pode ter baixado tanto como baixou com Joesley Batista” Especial para o QTMD?

Um dos jornalistas mais vezes preso na história do Brasil, único julgado pelo STF, único remanescente da Constituinte de 1946, acompanha atentamente o desenrolar dos acontecimentos políticos nesse início de século XXI e gosta de assistir a partidas de tênis. Perto de completar 97 anos, Hélio Fernandes, o controverso dono da “Tribuna da Imprensa”, concedeu em sua casa entrevista exclusiva ao “Quem tem medo da democracia?”. Esbanjou lucidez, desvelando nossa história recente e traçando paralelos com os dias atuais.