MOVIMENTO NACIONAL PELA JUSTIÇA SOCIAL*

A pátria não é ninguém; são todos; e cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo; é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Rui Barbosa

Para epidemiologista proposta de lockdown atesta falta de inteligência epidemiológica

O médico sanitarista e epidemiologista Eduardo Azeredo Costa é um crítico da proposta de lockdown feita pela Fiocruz. Costa, que foi diretor de Farmanguinhos, acredita que “lockdown é mais do mesmo”. Para ele, “o momento é de vigilância e controle epidemiológico”. O médico lamenta ainda a falta de um plano de ação para o período pós-isolamento social. E questiona: “46 milhões de testes para quê?”

Ao pedir jejum no Domingo de Ramos, Bolsonaro ofende o estado laico e o catolicismo que diz seguir

Não é papel do mandatário de um país pluricultural, com uma Constituição laica e cujo povo forma um mosaico de crenças propor à população práticas relativas a uma determinada religião, no caso o cristianismo. Isso, por si só, já torna errado o chamado de Bolsonaro por um jejum. Mas a situação se agrava pelo fato de que ele se apresenta como católico

Epidemiologista considera “surpreendente” evolução rápida da pandemia e defende isolamento horizontal

As estratégias de enfrentamento a pandemias são dinâmicas, alteráveis dependendo da experiência do momento. Mesmo no meio científico, há ainda muitas dúvidas sobre o novo coronavírus (Covid-19). E, dependendo das respostas que possam ser encontradas, a evolução pode surpreender e as estratégias podem mudar, exigindo, por exemplo, um maior ou menor grau de isolamento. Essa incerteza ocorre por vários fatores. Um deles é a característica mutável dos vírus em geral, como explica o médico sanitarista e epidemiologista Eduardo Azeredo Costa, que concedeu entrevista ao QTMD? em 22 de março.

Para médico sanitarista, Mandetta fez o certo ao alertar sobre colapso do SUS

No último dia 20 de março, o médico ortopedista Luiz Henrique Mandetta, que já tem o seu lugar reservado nos livros de história simplesmente por ser o ministro da Saúde no Brasil durante a pandemia de coronavírus, declarou que, se nada for feito, o SUS entrará em colapso em abril, quando se prevê o pico da doença no país. Embora Mandetta tenha mudado de discurso depois, a sua previsão, que num primeiro momento poderia soar apocalíptica, tem base na realidade, segundo o experiente médico sanitarista e epidemiologista Eduardo Azeredo Costa.

"O desastre Bolsonaro é muito maior do que o do coronavírus", diz sanitarista

O médico sanitarista e epidemiologista Eduardo Azeredo Costa, que foi diretor de Farmanguinhos e trabalhou cerca de 30 anos na Fiocruz, é enfático ao afirmar que “disciplina social é central para controlar doenças”. Mas como exigir do povo essa disciplina se o principal mandatário da República, o presidente do país, debocha da situação e não passa confiança?

Médico sanitarista fala sobre a responsabilidade social em tempos de pandemia

Uma sociedade mais solidária pode surgir a partir da experiência com pandemias, como a do novo coronavírus (COVID-19). Essa é a avaliação do médico sanitarista, PhD em epidemiologia, com décadas de experiência na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), Pedro Reginaldo Prata. Mas, para que essa esperança se concretize, é preciso que todos enxerguem sua responsabilidade social.

Sobre a delação e a recusa, por Pedro Tierra

  Pertenço a uma geração que viu não poucos companheiros de luta voltarem das sessões de interrogatórios deformados pela brutalidade dos espancamentos para não entregar um ponto de encontro, uma informação, um documento. Para não delatar. Para não trair. Alguns simplesmente,  não voltaram. Pagaram com a morte seu silêncio. A delação era a ignomínia. A condenação ao ostracismo, à exclusão de qualquer ambiente de convívio social. A morte civil.