O crime organizado

Por Laerte Braga (*)

O documentário do cineasta Sílvio Tendler – O VENENO ESTÁ NA MESA – se somado às declarações da senadora Kátia Abreu a propósito da contaminação do leite materno por agrotóxicos, revelam um lado do crime organizado no Brasil. O latifúndio. Basta vontade política para se chegar, numa investigação correta, ao tráfico de drogas. Boa parte dos latifundiários brasileiros na região Centro-Oeste e Norte do País têm estreitas ligações com traficantes e cartéis colombianos.

Tendler denuncia de forma corajosa e correta o latifúndio e as grandes empresas que operam com agrotóxico. Kátia Abreu passa recibo e em seu cinismo de mafiosa a soldo desses grupos tenta justificar o injustificável. A contaminação do leite materno.

Latifundiários vivem na Idade da Pedra Lascada, possivelmente não atingiram ainda o estágio do homo sapiens. Kátia Abreu é um exemplo disso.

A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4º Vara Criminal de São Gonçalo, município da Grande Rio de Janeiro, foi assassinada à porta de sua casa, em Niterói. A Polícia fala em suspeita de crime encomendado. É o óbvio. A juíza tinha o hábito de condenar criminosos e dentre eles PMs.

Polícias Militares são organizações terroristas controladas por latifundiários, grandes empresários e em e por si quadrilhas voltadas para tortura, extorsão, tráfico de drogas. A “eficiência” dessas “corporações” só é notada quando se volta contra trabalhadores, especificamente estudantes, sem terra e professores.

Juízes paulistas vão participar de um torneio de golfe promovido pela entidade da categoria e pago por escritórios de advocacia e empresas privadas. Um custo que vai oscilar entre 15 e 25 mil reais. É corrupção. Estão sendo comprados.

Um dos juízes participantes e um representante da OAB – ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL – afirmam que o encontro tem por objetivo o congraçamento. E sentenças que não prejudiquem interesses dos que compram os participantes do torneio.

O seqüestro de um ônibus por bandidos, Rio de Janeiro, no meio da semana, terminou com feridos e dois deles em estado grave. A perícia prova que os PMs atiraram contra o ônibus sem se importarem com os passageiros/reféns. O comandante da organização terrorista fardada do Rio de Janeiro afirma que seus “comandados” “quebraram o protocolo”.

Num governo chefiado por Sérgio Cabral esse tal “protocolo” deve ser a legalização da casa ilegal de Luciano Huck. O dito trabalha para a REDE GLOBO, que, por sua vez, faz parte de uma organização que tem “princípios”, segundo editorial lido no JORNAL NACIONAL, o da mentira.

São princípios da corrupção na gênese e que se prestam aos interesses das elites políticas e econômicas do País, ao latifúndio.

Um tsunami varre os Estados Unidos. Mais de duas centenas de milhares de cidadãos do estado terrorista de Israel vão às ruas protestar contra o alto custo de vida e o governo. Os países da Comunidade Européia entram em processo de dissolução, se deixam transformar em colônias de um império decadente e se transformam em bases militares. O povo vai às ruas.

Milhares de homens, mulheres e crianças na Líbia já foram assassinados por bombardeios da OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE. A missão, no dizer de líderes nazistas como o primeiro-ministro inglês David Cameron é “humanitária”. Por humanitária leia-se petróleo e outras coisas mais.

Palestinos morrem aos montes na ação divina do nazi/sionismo de Israel. A junção da suástica com a cruz de David. Começou com a colaboração de Ben Gurion e Hitler. Gurion é apontado como fundador do Estado de Israel.

O crime organizado está no mundo institucional. O modelo está falido e como uma besta fera atingida por flechas de uma crise devastadora perde o controle e enfurecida ataca em todos os cantos e por todos os meios.

Tanto podem ser os bombardeios na Líbia, como um ex-ministro que abre as portas do Brasil aos norte-americanos – Nelson Jobim – e enraivece os “donos”, quando um brasileiro assume a pasta da Defesa, Celso Amorim. Sem favor algum o maior chanceler de toda a nossa história.

Princípios não significam nada. Podem ser princípios de uma boa mentira, de uma execução de camponeses, de apoio a uma ditadura militar, de negação de apoio às causas populares, de distorção das notícias, enfim, se prestam a qualquer venalidade de GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, ESTADO DE MINAS, RBS, etc.

Os princípios das Organizações GLOBO estão por aí. São como os dos latifundiários, dos policiais militares – em qualquer estado –, ou o de Gilmar Mendes no STF – Supremo Tribunal Federal – e seus habeas corpus a criminosos como Daniel Dantas e o médico que estuprou mais de duzentas mulheres.

É um modelo político e econômico despencando. Em sua agonia. Mas nem por isso menos perigoso.

O Brasil é um dos principais alvos desse tipo de “princípios”.

E por isso mesmo é hora de ir para as ruas exigir uma nova ordem constitucional que implique em mudanças estruturais como a reforma agrária, a reforma do Judiciário (sem golfe), a reforma política, um novo Estado que seja principalmente a reinvenção da democracia a partir do poder popular.

Do contrário, em nome da lei vão continuar a festa e Sarney vai ser sempre convidado de honra.

*Laerte Braga é jornalista e colaborador do “Quem tem medo da democracia?”

1 resposta »

  1. Paulada em grande estilo, hem, caro Laerte! Daquelas em que parece que a indignação atingiu um ponto exato em que vira lucidez extrema, sem perder o calor… Peço licença de compartilhar aqui algumas palavras que troquei com amigos com quem compartilhei esse seu texto:

    “Caraca, acho que RARAS VEZES VI ALGUÉM FALAR TÃO CLARO NO BRASIL – coisas ‘agressivas’ porém TODAS REAIS, NA MOSCA, nenhum clichê ou mera ‘palavra de ordem”. Como quem prenche de exemplos reais as exposições de Foucault sobre a natureza do poder. E a conclusão é também um dos raros apelos a sair às ruas DEVIDAMENTE DIRECIONADO, diferente do mal-disfarçado golpismo dos “Cansei” da vida.

    Explicando: ao chamar às ruas, o autor aponta como alvos apenas questões ESTRUTURAIS, DE RAIZ, e não o epifenômeno que é a corrupção, que é apenas consequência das estruturas, e sempre rebrotará se essas não forem transformadas. Veja o que ele diz:

    ‘E por isso mesmo é hora de ir para as ruas exigir uma nova ordem constitucional que implique em mudanças estruturais como a reforma agrária, a reforma do Judiciário (sem golfe), a reforma política, um novo Estado que seja principalmente a reinvenção da democracia a partir do poder popular.’ (Larte Braga)”

    “O que admirei, minha cara, foi a sacada de dar esse nome (“crime organizado”) a uma porção de coisas que efetivamente o são, mas a gente não está acostumado a ver assim, pois estão, por assim dizer, engravatados com ‘respeitabilidade institucional'”.

    Enfim: PARABÉNS (mais na forma do pique de multiplicar o impulso que na dessa mera palavra!)

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