A “nação/noção” da justiça com as próprias mãos

Por Laerte Braga (*)

Bristol Palin, filha de Sarah Palin (candidata a vice na chapa de John McCain nas eleições presidenciais de 2008), resolveu mudar a sua imagem. A moça, de 20 anos, fez lipoaspiração, uma plástica para colocar seu rosto em estilo “Hollywood”. A declaração foi feita pelo irmão do noivo da moça e as fotos da nova Bristol divulgadas em jornais, revistas, redes de tevê, etc.

Sarah Palin nas eleições parlamentares de 2010 distribuiu cartazes pelos EUA com um alvo ao centro e o nome de políticos adversários. “Vamos eliminar essa gente”. Meses depois uma deputada democrata foi vítima de um atentado praticado por um fanático de direita.

A ex-governadora do Alasca, a dita Sarah, gosta de fotos em pé junto a um balcão de um bar e numa micro saia. Segundo seus marqueteiros a beleza de suas pernas atrai eleitores e sugere sonhos que se traduzem em votos.

A moça é de extrema-direita (está à direita de Bush), prega a castidade e os valores morais do cristianismo (o dela).

Vai disputar as eleições primárias do Partido Republicano como pré-candidata a presidente do país nas eleições do ano que vem.

Duas jovens foram presas na Flórida, em Fort Meyers, em seguida a uma briga. Uma delas tinha uma faca escondida na vagina e outras duas nos pneuzinhos formados pela barriga. Whitney Noelle Krimmel e Gloria Esther Perez, 25 e 28 anos respectivamente, se desentenderam e saíram no tapa.

Stetson Johnson, de 18 anos, foi pego por dois homens e duas mulheres num parque em Del City, Oklahoma, e tatuado na marra com a palavra “rapest”, do termo “rapist” que significa estuprador. E no peito a frase “i like little boys”. Vem a ser “eu gosto de meninos pequenos”. Em depoimento à Polícia disse que foi jogado ao chão pelos dois homens, agredido com um taco de basebol e arma de choque em sua genitália (palavrinha terrível). Em seguida foi tatuado. A tatuagem na testa, “rapest” ele disfarçou com uma outra, um código de barras.

Um menino de dez anos, na Califórnia, matou a tiros seu pai. O dito cujo pai era líder de um grupo neonazista e freqüente em manifestações contra judeus numa sinagoga da cidade onde moram.

Jeffrey R. Hall, o pai, tinha 32 anos, era encanador, defensor da supremacia branca, liderava o Movimento Nacional Socialista – era o nome do partido de Hitler –.

O crime, segundo as autoridades, foi intencional, mas os motivos não foram revelados. O menino foi detido, levado a um tribunal de menores algemado e aceitou a culpa quando perguntado pelo juiz. Seu único pedido foi receber a visita da madrasta e de sua avó.

O assassinato, pela idade do autor, foi descrito como raro pelos promotores do caso.

A Associação dos Veteranos de Guerra dos EUA denuncia publicamente através de artigos pagos em jornais de circulação nacional, tevês, rádios, que pelo menos cinco mil dos mariners que participaram das operações da primeira guerra do Golfo (Bush pai era o presidente) estão com câncer. O fato é atribuído ao uso de balas de urânio empobrecido pelas forças armadas dos EUA. A Associação informa ainda que é total o abandono dos veteranos pelo governo e que o número divulgado é muito maior se levadas em conta as guerras acontecidas depois. As mesmas balas de urânio foram usadas na invasão do Iraque e do Afeganistão, como estão sendo fornecidas a rebeldes líbios.

Barack Hussein Bobama foi à tevê de seu “país” na noite de domingo, para anunciar que o “terrorista” Osama bin Laden, fora executado por um comando especial de bandoleiros norte-americanos e que “justiça havia sido feita”. É o presidente dos Estados Unidos.

Como conseqüência da barbárie já subiu onze pontos percentuais em pesquisas eleitorais, as eleições presidenciais serão no próximo ano.

Em seu discurso citou-se como “comandante em chefe”.

Não existe mais a nação Estados Unidos.

Os índices de desemprego, de sem teto, de pessoas fora dos programas de saúde pública são os mais altos de toda a história e manifestações, ocupações de empresas que não cumprem seus contratos com os trabalhadores são diárias.

É possível ver essa realidade no documentário do cineasta norte-americano Michael Moore CAPITALISMO UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR. Toda a podridão e a insânia da sociedade norte-americana podem ser encontradas ali.

No Brasil as fábricas ocupadas não foram mostradas pela GLOBO e por ninguém da grande mídia. É que a GLOBO e a grande mídia estão no bolso dos donos, são todos anunciantes, a maior delas a General Motors. A falta de escrúpulos da família Marinho não aceitaria perder esse tipo de anunciante.

Justiça pelas próprias mãos.

Militares contratados por empresas contratadas pelo governo para selecionar “os nossos rapazes” admitem que se prestam ao papel de cobaia para experimentos com armas, munição e medicamentos novos, muitos dos quais com efeitos colaterais inevitáveis.

Não existe serviço militar obrigatório nos EUA e as forças armadas são constituídas de voluntários, em sua maioria negros, latinos, imigrantes de um modo geral, falo do cardume. Ou a soldadesca como costuma dizer Donald Rumsfeld, dono de negócios no Iraque e ex-secretário de Defesa de George Bush.

John Wayne perdeu. Ou por outra. A identidade secreta de John Wayne acabou revelada. O mocinho era bandido, latifundiário, assassino e especialista em justiça pelas próprias mãos.

Uma vez por mês pelo menos um cidadão norte-americano invade uma escola, um escritório, ou sobe numa torre numa cidade qualquer e desanda a dar tiros a esmo, mas em pessoas.

É uma sociedade insana. Doente.

Transformou-se num conglomerado terrorista, bandoleiros terroristas. Tem a parceria de Israel (judeus sionistas norte-americanos são majoritários no controle dos “negócios”).

EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Controlam a mídia na maioria dos países chamados de aliados (colônias ou vice reinados, depende do PIB e da capacidade de pagar as contas deles) e vendem o espetáculo do poder boçal de um arsenal bárbaro para bilhões de babões que acreditam na chorumela de democracia cristã e ocidental.

O conceito de justiça do conglomerado é a estupidez, o assassinato, a tortura, o estupro.

Na noite que executaram bin Laden milhões de robôs saíram às ruas para festejar e foram dar graças a “deus” pela ação libertadora.

Dançaram, cantaram, beberam, como em Roma antiga, na arena onde os leões matavam e devoraram os cristãos, ou os inimigos do império.

O mundo está sob esse terror. O verdadeiro terror, pois o resto todo é conseqüência.

As pernas de Sarah Palin estão sendo preparadas para as eleições primárias do Partido Republicano e se a senhora em questão vencer, vai ser a adversária de Barack Hussein Bobama.

Não faz a menor diferença. O controle acionário de EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A permite à manada manifestar-se na presunção que isso é democracia e pronto.

É por aí que funciona a tal liberdade dessa gente.

*Laerte Braga é jornalista e mantém no “Quem tem medo da democracia?” a coluna “Empodera Povo”.

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