A mídia – A euforia tucana – A barbárie da PM do Espírito Santo

Por Laerte Braga (*)

José Serra ao lado do governador Geraldo Alckmin em inaugurações pode e deve ser divulgado ao máximo. É a máxima da mídia privada. Podre e venal. O que terá feito Serra deixar seu castelo na Transilvânia e regressar ao Brasil? Iniciar uma troca de divergências – digamos assim – com seu principal adversário dentro do tucanato, o ex-governador de Minas Aécio Neves?

Estamos a três anos e sete meses das eleições presidenciais de 2014 e os tucanos movem-se, de repente, sem mais nem menos, em aparições súbitas, em discursos com viés eleitoral.

Há uma explicação simples e bem direta sobre o mau caratismo genético de tucanos.

Num dado momento receberam a notícia que a presidente Dilma Roussef estava com pneumonia e resolveram “avaliar” se era de fato pneumonia, ou se a presidente estava com doença mais grave, uma recaída, ou um retorno do câncer que sofreu e esse fato poderia implicar em seu afastamento, logo, em eleições presidenciais?

Pelo sim, pelo não, para não correr “riscos”, os tucanos paulistas decidiram que Serra deveria voltar da Transilvânia e os mineiros que Aécio deveria fincar o pé afirmando que a “vez agora é minha”.

São solertes, são traiçoeiros, são desumanos.

Foi esse o motivo das seguidas aparições de José Serra ao lado do governador paulista. Colocar-se em evidência para qualquer necessidade mais imediata.

Esse tipo de gente é dispensável, como tantos outros, na vida pública, no exercício de mandatos, até do convívio de seres humanos. São anormais na busca do poder pelo poder, doentios em sua forma de agir.

O governo Dilma, a meu juízo, não é lá essas coisas, nem o que se imaginava sabendo que não seria lá essas coisas. Mas por pior que possa ser e não é assim também, vai ser sempre melhor que qualquer criminoso tucano, em qualquer circunstância.

Quando um político sem nenhum caráter – bom ou negativo, é amoral – como José Serra sai em defesa de Palloci, por exemplo, está olhando o próprio rabo. Não é gratuito e nem gesto de compreensão, ou crença na seriedade do ministro chefe do Gabinete Civil.

Essa estranha e perigosa ligação entre figuras públicas do Parlamento, do Executivo e do Judiciário com a empresa privada é parte do clube de amigos e inimigos cordiais que controlam o Estado brasileiro.

Você poder soltar um médico que cometeu toda a sorte de trapaças e crimes hediondos contra mulheres, sabendo que ele vai fugir para o Líbano e por lá ficar, como pode negar a liberdade a um refugiado na forma da lei, caso de Cesare Battisti. E pode ser ministro do STF – Supremo Tribunal Federal –, cacique político em Diamantino Mato Grosso, com direito a visita aos EUA para decidir como será o Judiciário brasileiro no contexto dos acordos para a garantia da propriedade privada segundo a ótica do dono. Gilmar Mendes. É um escárnio um sujeito desses na corte suprema, ou dita suprema.

É da genética tucana o jeito de ser escorpião. A picada vem mesmo sabendo que vai junto com a vítima. É o imprimatur tucano.

A questão não é bem “nós pega o peixe”. O “nois vai” vai ser incorporado tranquilamente aos livros didáticos se a ABRIL “vencer” a concorrência para produzir tais livros, tal e qual acontecia no governo de FHC.

Millôr Fernandes, mais ou menos textual, afirma que o povo inventou a língua, o falar e os gramáticos apareceram para ensinar a falar corretamente.

Ou ainda do próprio Millôr, sobre corrupção, as pessoas desconhecem a figura do hímen complacente.

No quesito barbárie a PM do Espírito Santo é ponta de linha. Horda de bárbaros.

Polícia Militar é uma excrescência. Polícia é uma instituição civil e como tal deve ser estruturada. É assim na maioria dos países ditos civilizados, até em alguns sob controle do conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

No Brasil as PMs são guardiãs da propriedade privada – roubada ou não –, segurança de luxo de governadores estaduais e matilha contra o povo, a classe trabalhadora.

O que aconteceu em Aracruz no Espírito Santo se assemelha – guardadas as proporções e essas se referem aos armamentos usados – aos bombardeios com que a OTAN – ORGANIZAÇÃO DO TRATADO ATLÂNTICO NORTE – “liberta” a Líbia.

É só olhar abaixo:

Ação animalesca de criminosos fardados e em nome de interesses de empresa privada, ilegais e predadores, contra cidadãos comuns, homens, mulheres e crianças.

Um ataque terrorista de uma força que, em tese, existe para garantir a lei.

Mas é claro que é assim. A lei deles, dos donos.

No estado, hoje propriedade de grupos privados, as manifestações contra a boçalidade da Polícia Militar – é comum a todas, varia em intensidade de um para outro estado, a cultura BOPE disseminada para alienar – trouxeram a público manifestações de repúdio da OAB – ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL –, do Sindicato dos Jornalistas e o pedido de providências imediatas ao governo do dito estado.

A mídia nacional, podre, comprada, sequer toca no assunto, ou se o faz, o faz em passant, afinal, há suspeitas que Ermírio de Moraes, o homem da ARACRUZ, seja um dos principais acionistas do antigo Espírito Santo e isso complica as coisas. É dele e seus parceiros que sai a grana.

Como não fala nas manifestações imensas na Espanha, à semelhança do que ocorre em países árabes, exigindo mudanças drásticas e radicais no modelo político, econômico e social, antes que o país se dissolva em armas nucleares que guarda para o conglomerado EUA/ISRAEL TERRORISMO S/A.

Espanhóis começam a perceber que a Comunidade Européia é adereço do conglomerado terrorista. Os países membros estão sendo dissolvidos sem bater.

É essa a mídia que temos, ou a chamada grande mídia.

Vai das denúncias que beiram a inconseqüência – a cara de repulsa de William Bonner varia em função do comunicado do departamento financeiro sobre a verba para a denúncia, chamam de patrocínio – a omissão sobre boçalidades em nome do “progresso” – deles – e de todo o resto que, eventualmente, possa contrariar os interesses que representa.

O jornalista William Waack, preferido de Hilary Clinton para análises e relatórios políticos, fez um malabarismo impressionante dia desses num programa da GLOBONEWS para dizer que financiamento público de campanha imobiliza partidos e o financiamento aberto, a partir de empresas privadas promove o crescimento dos partidos.

Deve ser do balanço via doações de bancos, grandes empresas, etc, etc. o jeito simples de comprar. Comprar mandatos de deputados, senadores, governadores, financiar redes de tevê, revistas e jornais.

O grande negócio do marketing político.

Qualquer problema chama a PM do Espírito Santo. É o mais próximo que existe no País se comparada com organizações terroristas internacionais.

A propósito, o alerta ao tucano José Serra que Dilma poderia estar doente com maior gravidade – não está – partiu de jornalistas da GLOBO.

*Laerte Braga é jornalista e mantém no Quem tem medo da democracia? a coluna “Empodera Povo”.

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