Festa de Ronaldo: xô, “diferenciados”!

O fenômeno em más companhias

“A minha história com a seleção foi uma história maravilhosa do início ao fim. Vitórias, derrotas, muitos gols, alegria, tristeza. Eu que tenho que agradecer”. ( discursou Ronaldo, chegando a comparar a honra e o desafio de jogar pela seleção com a possibilidade de lutar pelo Exército brasileiro para defender o País numa guerra)- INTERNET, Ronaldo em “dia de Dunga”.

Por Flavio de Souza Lima (*)

                                                            Meninas e meninos, boas!

                Ali mesmo, onde ocorreu o jogo de despedida, na siberiana noite de terça, do autor de 15 gols pela seleção brasileira em Copa do Mundo e que encerrou sua carreira no time mais popular do país, o espetáculo era para poucos.

                Semanas atrás, o Bairro do Pacaembú, elite da capital paulista, foi alvo de polêmica por conta da construção ou não de uma estação de metrô, uma vez que, alguns de seus moradores ditos “quatrocentões” temiam a presença do “povão” no acéptico bairro. Nesta terça, a confirmação. O jogo de Ronaldo foi vip. Sua empresa de eventos organizou tudo, convidados da CBF, globais e gente do show bis. Houve um cordão de isolamento em volta do estádio. Realmente é uma prévia do que será a copa no Brasil, onde os populares não verão os jogos do Brasil em loco, onde os ingressos serão destes mesmos ungidos e da FIFA.

               Outro dia postei um artigo que falava do fim da antiga geral do Maracanã e de seus personagens, os ”geraldinos”. Tentei mostrar que o futebol, com seus altos custos, não pode mais comportar locais no estádio com entrada “à deizinho”, realmente não dá. Ocorre que no Brasil, futebol não é apenas esporte é relação social, que caminhos seguir?!

               O mercado sabe que a mola do negócio é o torcedor, mas, que torcedor? O  futebol é popular em todas as camadas da população e o motoboy que ganha mínimo e grita “curintiá” também consome, como contemplá-lo? Não sei, a discussão é rica, o futebol não pode ser responsabilizado pela inclusão social, mas, não pode se furtar, futebol é muito para muita gente, apenas excluir os desdentados/diferenciados não resolve, foi um bom dia para refletir. É isso.

*Flavio de Souza Lima é professor de história e mora em São Bernardo do Campo, ABCD paulista.

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