Feira de livros da exclusão!

Mestre Ziraldo na abertura da FELIT: "Melhor ler que estudar"

Por Flavio de Souza Lima

Meninas e meninos, boas!

Idealizada há pouco mais de um ano, a 1º FEIRA LITERÁRIA DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, que se encerra no próximo domingo, 14, tinha tudo para ser um grande acontecimento cultural da cidade. Nós, que, no início do Governo Marinho, participamos do 1º ENCONTRO MUNICIPAL DE CULTURA e lutamos pela criação da Secretaria de Cultura, confiamos que seria um marco para a região e alento para um país com índice pífio de leitores per capita ano (cerca de 2,5 livros). Entretanto, bastaram duas visitas e alguns depoimentos de professoras da Rede Municipal, para que a decepção se instalasse: Quem já visitou Bienais de livros e feiras afins, logo percebeu a diferença no tamanho dos estandes, cubículos que mal cabiam 10 pessoas, nos quais as editoras se espremiam e eram “obrigadas” a receber a visita dos infantes em ritmo de excursão ; outro detalhe observado, foi que o evento, por ser direcionado aos alunos da rede municipal, tinha um acervo limitado aos livros infantis e infanto-juvenil, ou seja, o público adulto previsto para os fins de semana (que ainda não veio), não teria muito a apreciar, apenas uns poucos pais, foram comprar livros que tiveram sua venda vetada durante a visita escolar; por último, as escolas não sabiam quais autores iriam comparecer ao evento e se viram descobrindo quem iriam ouvir na hora, no momento mesmo em que adentravam à sala de palestras. Entre os expositores, era visível a expressão de desânimo, já que, os únicos compradores eram os diretores de escola com o “cartão da verba de 40 reais por aluno “, o que já estava acordado entre editoras e prefeitura.Os alunos pouco entenderam deste evento, muitas escolas ao mesmo tempo, obrigavam os monitores, estagiários despreparados, a levá-los a qualquer espaço que sobrasse, para se sentarem amontoados e olharem somente alguns livros cedidos de ocasião para brevíssima apreciação. Desta forma, como tomar gosto por ler? O único consolo que, ao final virou frustração, seria o anunciado “livro de presente” que poderiam escolher numa vitrine, todavia, a escolha dos pupilos virou “escolha do professor” dentre os poucos títulos, que nem sempre eram condizentes com a faixa etária dos alunos.

Por último, talvez por questões político/partidárias, os munícipes da Rede Pública Estadual (púberes a partir de 11 anos de idade), não tiveram nenhuma divulgação em suas escolas, que são centenas na Região do ABCD, nenhum mísero folder foi distribuido nos próprios estaduais de ensino, seriam nossos adolescentes, “tucanos-mirins”?

Reitero meu apoio a iniciativas que formem leitores e penso que a FELIT deva mesmo se tornar BIENAL, ocorre que, se nosso interesse maior é inocular nos mais novos o “vírus” da leitura, cabe o olhar periférico de quem organiza e, em função disso, subscrevo a frase magistral de Ziraldo: “LER É MAIS IMPORTANTE QUE ESTUDAR”. É isso.

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