A ditadura das opiniões

Impossível deixar de publicar esta mensagem que o companheiro e amigo, jornalista e poeta, Raul Longo, enviou pra mim, diretamente da ilha de Floripa. É um artigo e tanto, inclusive, respondendo a pergunta-título deste site.

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Aninha:

Fico contente que você tenha encontrado um novo caminho.

Deixe que explique melhor: toda aquela nossa luta em torno da defesa do governo Lula foi válida e necessária para se manter e confirmar o modelo de governo que desejávamos não apenas por partidarismo, não apenas por convicções ou opinião política.

Opiniões políticas sempre existiram e existirão várias. Muitas vezes divergem ainda que mantenham a mesma intenção. Por exemplo: PP e DEM ou PSDB têm opiniões políticas divergentes, ainda que mantenham a mesma intenção. Da mesma forma as esquerdas que se criticam entre si por comportamentos mais ou menos radicais, embora o objetivo muitas vezes seja comum.

Apesar dessas semelhanças, há uma diferença básica entre a direita e a esquerda. Como as intenções da direita são restritas à interesses específicos, as divergências de opiniões raramente os levam a um repúdio recíproco tão aberto, tão público e tão ferino, quanto os conflitos de opinião entre os grupos de esquerda.

Isso é histórico e já custou muitos retrocessos políticos em diversas partes do mundo, exatamente porque ao priorizar os confrontos entre seus grupos divergentes, a própria esquerda acaba privilegiando a avanço da direita. E muitas vezes apenas por divergir do processo adotado por outro grupo para atingir um mesmo objetivo.

Exemplos existem muitos: Trotsky poderia ter contribuído com sua presença em México como alento para a retomada do único processo revolucionário realmente popular ocorrido na história, no entanto para muitos historiadores o assassinato de Trotsky é o fato que realmente encerrou aquele movimento, consolidando o poder da direita que até hoje se estabelece no governo mexicano.

Outro foi a Guerra Civil Espanhola onde responsabilizam o acordo nazi-comunista pela derrota das milícias anarquistas e vitória de Franco que se impôs como ditador até a década de 70.

E ainda outro me conta o amigo Nildão quando, junto com seus então jovens colegas do PCdoB, os estudantes de Aracajú impediram sob vaias a palestra a ser proferida por Luís Carlos Prestes. Envergonhado, Nildão hoje lamenta-se pela pretensão da época. Recente, rompendo com o PCdoB, Nildão emigrou para o PT onde, nas últimas eleições, recebeu o mesmo tratamento que já sofrera naquele partido que o formou politicamente e ao qual carregou nas costas em Florianópolis até o preterirem pelo biótipo sulista de uma sua colega de trabalho que ele mesmo introduziu no partido e na política, transferindo à ela, Angela Albino, os votos conquistados pela popularidade de sua simpatia e o natural espírito solidário nordestino.

Ainda no PCdoB, Nildão fez o mesmo como candidato ao Afrânio do PT, quando formou, como vice, a chapa para concorrer à prefeitura. Na época comentei ao Nildão que por maior sua simpatia jamais superaria a casmurrice tão impopular do Afrânio. Pouco depois do o PCdoB decidir que não mais necessitava do Nildão para manter o eleitorado que ele atraíra, o Afrânio emigra como um dos criadores do PSOL de Santa Catarina.

Sem nenhum desenvolvimento de trabalho de base nesta capital, o PT adota o Nildão como candidato à prefeitura. Antes do lançamento das chapas converso  com Ideli sobre a possibilidade de influir junto ao PCdoB por uma natural chapa de aliança com o partido nacionalmente aliado. Ficou uma promessa de negociação, mas as chapas se formaram com Afrânio pelo PSOL, Angela Albino pelo PCdoB, Nildão pelo PT, Amin pelo PP, um bostinha pelo DEM e pelo PSDB/PMDB a candidatura à reeleição.

A cada debate e em todos os programas e impressos de sua campanha, Angela Albino apontava os três últimos como farinha do mesmo saco. Sem dúvida: o bostinha e o prefeito eram os candidatos do Bornhausen 6 anos antes apoiara ao Amin contra Luís Henrique. Naquela eleição de 2002 ao governo do estado, por muito pouco Amin não venceu já no primeiro turno, mas no segundo turno, com apoio do Lula Luís Henrique virou o jogo. Poucos meses depois de assumir a governança, se aliou ao Fernando Henrique e Bornhausen.

Amin e Bornhausen são aliados desde a ditadura, quando compunham a ARENA. Romperam com a cisão entre PDS E PFL. Nacionalmente a divisão se aprofundou polarizando a direita em torno de ACM e Maluf e aqui essa brecha deu espaço para o crescimento do PMDB, com histórico apoio do PCB, no governo do estado. Aqui no município cresceu o PSB com apoio do PT. Em razão dessa evolução da esquerda Amin e Bornhausen tornaram a se unir nas próximas campanhas resultando na eleição e reeleição de Bornhausen ao Senado, da mulher do Amin, também Angela, à Prefeitura de Florianópolis, e do próprio Espiridião Amin ao governo do Estado.

Em 2002 a imbatível dobradinha da direita: Amin/Bornhausen quase garante a reeleição do Espiridião no primeiro turno, mas foi quando Lula deu a vitória para Luís Henrique apontando-o como seu xará e candidato ao governo, mas Luís Henrique preferiu outro xará: o Cardoso.

Na disputa seguinte, 2006, novamente vão a segundo turno Amin e Luís Henrique pela reeleição. LHS já com o apoio aberto de Bornhausen e FHC. Nacionalmente Lula vence Alckmin, mas evidentemente já não conseguiria convencer o eleitorado em seu tímido apoio ao Amin, mesmo que não houvesse ocorrido toda a manobra da oposição e da imprensa nacional em torno do Mensalão.

A lição foi aproveitada pelo Nildão naquela campanha de 2008 à Prefeitura e no segundo turno não apoio nem ao candidato do PSDB/PMDB nem ao Amin. Mas também não desceu ao nível de seus concorrentes que se engalfinharam em acusações mútuas entre si. Nildão preferiu apresentar projetos, mas o eleitorado se divertia mais assistindo Amin e os candidatos de Bornhausen se auto acusando.

Seria uma boa oportunidade para a esquerda e Angela Albino aproveitou repetindo como um mantra a acusação de que os 3: Amin e outros 2 candidatos do Bornhausen não passavam de  “farinhas do mesmo saco”.

Deu algum resultado, pois a “galeguinha do PCdoB” conseguiu melhores resultados em votos do que o Nildão, mas para o segundo turno Ângela Albino e o PCdoB resolvem entrar para o saco e se tornam farinha do Amin que perdeu aqui, mas conseguiu eleger à mulher para deputada federal, de onde influiu no Ministério das Cidades.

Por fim, nestas últimas eleições o que você sabe: Ideli aliou-se ao Bornhausen via Leonel Pavan do PSDB em prol do estaleiro de Eike Batista. E todo o PT deste estado de uma forma ou de outra apoiou à direita, inclusive ao Amin através da Ângela Albino a quem ajudou eleger como deputada estadual. Por ter se oposto ao estaleiro Nildão, embora presidente do PT de Florianópolis, sem teve apoio algum, foi admoestado publicamente pelo próprio partido, com ampla e autorizada divulgação através do grupo RBS. E não se fez deputado.

Embora Nildão se mantenha convencido da continuidade do governo Lula com a vitória da Dilma, aquele seu último imeiu me fez lembrar as conversas que tenho tido com ele, apoiando-o em sua intenção de se afastar da política partidária, mas incentivando-o à militância social. Há tantos anos envolvido na política partidária, Nildão tem dificuldades para perceber possibilidades de se fazer política de outra forma, mas aos poucos vou convencendo-o do óbvio.

E o óbvio, Aninha, é que não elegemos e militamos pela permanência do governo Lula por uma opinião. Não foi apenas porque em nossa opinião o melhor seria um presidente operário, ou um partido de trabalhadores é mais honesto do que um partido de patrões. Muito mais que uma opinião, tivemos uma intenção para com nosso país e nossa gente.

Podemos ter diversas opiniões sobre os atos do Lula, da Dilma ou do PT. Em nossa opinião eles podem até tomar ou assumir esta ou aquela atitude errada. Mas qual a intenção de suas atitudes?

Se em nossa opinião estão errados em alguma atitude, vamos discutir essa atitude, vamos expor nossa opinião, vamos dizer que não concordamos. Mas uma coisa é não concordar com uma atitude e outra coisa é não concordar com a intenção dessa atitude.

Lula teve diversas atitudes que não concordei, mas aceitei confiante de que teria muito mais sagacidade e sabedoria do que eu para saber o que, mesmo me parecendo errado, seria o necessário para a realização de nossa intenção para com o país e nossa gente, contra as específicas intenções da direita aos seus interesses exclusivos. Poderia citar o apoio ao Sarney quando tentaram depô-lo da presidência do Senado, ou até quando aceitou o apoio dos evangélicos, a aproximação ao José de Alencar, atitudes muito criticadas por diversos petistas. Mas essas atitudes de Lula de imediato me pareceram tão acertadas que prefiro outra de aparência mais trivial, mas que num primeiro momento me deixou chocado exatamente porque foi motivo de muitas discussões minhas com pessoas de meu relacionamento: intelectuais, professores, parentes, etc.

Lembro-me inclusive de que a primeira vez que ouvi exatamente a frase dita por Lula, foi quando um inglês para o qual trabalhava, rebatendo minhas críticas à direita, me desculpou afirmando que ser esquerda é uma manifestação de Inteligência na juventude, mas de burrice na velhice. Comentei que se isso fosse verdade, não queria ficar velho. Perguntou se me achava incapaz de manter minha inteligência até a velhice e respondi que ficar burro não me preocupava, mas não queria, em idade alguma, me tornar covarde.

Perdi o emprego, claro, mas imagine se Mister Gordon me ouvisse dizer que compreendo as intenções de Lula ao repetir exatamente as mesma palavras para a imprensa brasileira. Imagino como Mister Gordon se indignaria e me cobraria explicações. E a explicação é que Mister Gordon, então o dono do Brazil Herald para o qual eu trabalhava como forma de me camuflar às desconfianças da repressão, me afirmara aquela frase meramente opinativa com uma determinada intenção. E Lula usara da mesma frase para dirigir à imprensa brasileira uma opinião que ela queria ouvir, para poder cumprir com algo muito maior que eram suas intenções com o país e seu povo.

E afora Lula ou Dilma, Aninha, posso lembrar de mim mesmo. De quando em 1980 aceitei trabalhar para um governo de estado do regime da ditadura. Posso bem lembrar como meus amigos do Rio, do Recife, de São Paulo, tanto me acusaram de conivente, de vendido e até traidor. Apenas alguns da Bahia me escreviam (na época era por correio e esse alento demorou a chegar) pedindo que tomasse cuidado com fosse lá o que estava imaginando aprontar. Eles não sabiam qual, ninguém poderia saber, mas tinham certeza em minhas intenções.

Os demais não confiavam, inclusive porque em 80 não se tinha intenção de mais nada, todas as intenções de reação ao regime militar tinham sido desbaratadas, quando não trucidadas. O que eu poderia, sozinho, intencionar naquele Mato Grosso do Sul recém criado e perdido lá no oeste, na fronteira com a Bolívia e o Paraguai? Que intenções poderia ter em uma terra de latifundiários, reduto da mais radical ARENA?

Conforme o Afonso Romano de Santana em matéria publicada no JB, o Seminário Indigenista que realizei na Universidade Federal daquele estado, fora a coisa mais séria já realizada sobre o assunto ao longo daqueles últimos anos. Foi o mesmo que dizer que desde 1964 a política indigenista do governo nunca fora tão duramente questionada. Ao explicar minha estratégia ao Darcy Ribeiro, que naquele evento deu sua primeira palestra e teve sua primeira participação pública e num ambiente acadêmico desde que retornara do exílio alguns meses antes, o velho mestre concordou que eu enfiara uma “brasa nas cuecas do governo” (Darcy contou ser uma expressão do Brizola), mas me advertiu que tivesse muito cuidado pois usara do apoio do próprio governo.

Claro que fui demitido mais uma vez, mas até ai já tinha realizado minhas intenções de desmascarar um dos maiores crimes políticos da ditadura, discutindo-os com os maiores beneficiários por aqueles crimes: os latifundiários que usufruíam das terras roubadas aos índios. Sei bem que aquele evento não resultou em imediatos benefícios aos índios do Mato Grosso do Sul, mas foi graças aquele evento que pude colocar a questão indígena brasileira na pauta da imprensa internacional e, por fim, meus amigos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, etc., puderam compreender quais eram minhas reais intenções com aquele tão deplorável ato de aceitar um cargo de diretoria num governo estadual da ditadura militar.

Se algum dia você tiver algum indício de que as intenções da Dilma sejam diferentes das nossas me avise, me indique, me aponte. Mas fico muito contente, Aninha, por ver que suas intenções continuam as mesmas e para promovê-las, para conseguir realizá-las, você continuará usando a internet de forma que eu possa colaborar, participar.

Me parece uma excelente evolução a mudança do nome de “Quem tem medo do Lula” para “Quem tem medo da democracia”, pois apesar daqueles que tinham medo de Lula também terem medo da democracia, o contrário já não estava tão implícito. Muita gente, mesmo das camadas mais populares, também desejavam democracia e por isso mesmo tinham medo de que Lula, acreditando que ele provocaria uma ditadura. Alguns, condicionados pela mídia que pintava Lula como Stálin tropical, mas outros por imaginar uma reação militar ao esquerdismo radical do PT, reinstaurando nova ditadura.

Não estavam de todo errados, pois a tentativa de golpe do Mensalão nada mais foi que uma tentativa de reinstauração ditatorial. Provavelmente não uma ditadura militar, mas sem dúvida o retorno da ditadura dos especuladores do patrimônio nacional, a ditadura das elites, a ditadura dos formadores e condicionadores de opinião.

A ditadura das opiniões!

Passamos dessa fase. Uma fase terrível e fechada na qual, para contrapor à opinião de que um trabalhador jamais seria capaz de atender às necessidades do país, só tínhamos nossas opiniões de que Lula seria capaz de realizar o que ninguém da elite o faria.

A grande maioria da população mudou de opinião e hoje Lula tem 90% de opinião favorável. Dentre estes 90%, alguns somos nós, mas grande parte são aqueles que superaram velhas opiniões excludentes ou de conformados com a exclusão.

Os que têm medo da democracia são aqueles que têm medo de mudar de opinião, os que têm medo da opinião dos outros, pois democracia implica exatamente nisso, em discussão e consenso de opiniões. Os que buscam impor suas opiniões, não aceitam opiniões divergentes. Aqueles que julgam e condenam os outros apenas por terem opiniões diferentes das suas.

Acredito que seja mesmo contra esses que devemos lutar agora, pois não  se trata mais de legitimarmos um governo já legitimado em 2002, em 2006 e, agora, em 2010. Trata-se, sim, de discutirmos livremente as intenções desse governo. Tivemos de insistir em nossas opiniões sobre Lula para alcançar o Brasil a que chegamos e agora que alcançamos esse Brasil, precisamos avaliar e analisar o Brasil que intencionamos. E só há uma forma de fazermos isso: democraticamente dividindo opiniões. Através de opiniões fechadas, opiniões fáceis ainda que escoradas em muitas citações e conclusões muitas vezes apoiadas exclusivamente em opiniões individuais, não conseguiremos manter o que foi obtido para o Brasil por Lula. Mais do que opinar, precisamos é de discutir qual o Brasil que queremos construir com o que Lula obteve.

Claro que a direita não irá cantar a bola, mas eles sabem bem o que Lula obteve para o Brasil. E têm uma intenção muito bem formada sobre o que fazer com esse Brasil deixado por Lula. Se conseguissem por a mão nesse Brasil hoje, amanhã mesmo começariam a se lambuzar com tudo o que Lula fez. Com o respeito e a projeção nacional que Lula conseguiu, com a satisfatória situação econômica, com os potenciais que sob seu governo se descobriu. Não precisariam nem de um mandato completo para, como sempre fizeram, negociar isso tudo a preços módicos e polpudas comissões internacionais.

E nós? Sabemos quais nossas intenções com o legado de Lula? Estou certo que sim, mas sei que nem todos compartilham de minha opinião sobre como deve ser feito. E ao mesmo tempo me questiono sobre a possibilidade de minha opinião não ser exatamente a correta. A responsabilidade é grande e não posso  perder esse legado que nos seus quinhentos de história, nesse país somente um Presidente nos deixou.

Esse é o momento que mais precisamos de opiniões, e de encarar as tantas diferentes opiniões da forma mais democrática possível.

Lembro quando eu tinha de impor à pescadores, pedreiros e mesmo operários, a minha opinião sobre Lula, do qual tinham opinião totalmente diversa. E eu não podia dar muita abertura para que o sujeito repetisse como papagaio suas opiniões condicionadas e já pré-formatadas pela mídia. Hoje aqueles mesmos caras já mudaram de opinião. Isso de mudança de opinião, que é o que vem acontecendo com grande parte da população brasileira, dá grande abertura para introduzirmos uma discussão democrática sobre nossas intenções com o país, com nossa gente, conosco mesmo.

E essa discussão tem de ser a mais ampla possível, pois para desmontar o medo à democracia é preciso desmontar todos os medos sociais. O medo do homófobo, o medo do machão, o medo daqueles que perdem para as crianças e as espancam, o medo dos que perdem para os animais. O medo da natureza, o medo dos que não conseguem conviver com seus empregados, com os mais pobres, com os  negros, com os nordestinos.

Quem tem medo da democracia? Quem tem medo de expor, discutir e ser discordado em sua opinião?

Sem dúvida esse é um tempo muito melhor do que aqueles tempos de opiniões fechadas que foram os em que vivi em Ubatuba. E lá em Ubatuba entrei em choque com as intenções de uma gente de opinião muito similar a minha, e que eram companheiras da Zucca no PT. Não me recordo exatamente quais briguinhas foram essas a que ela se refere e na verdade não lembro ter brigado com ela. Lembro, sim, que gostava muito do Marquito, seu marido, bastante aberto e confiável em suas intenções. Mas havia um grupo de petistas ali que apesar das opiniões coincidentes às minhas, quando reconheci as intenções que as motivavam deixei de confiar inclusive nas opiniões que expressavam, porque isso de expressar opinião é muito fácil fazê-lo por mais inversas as reais intenções.

Beijo grande!,

Raul

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