Sociedade

Jovens sonham e acreditam no Brasil

Por Ricardo Kotscho, em seu Balaio

Alvíssaras, aconteceu!

Apareceu, finalmente, uma bela notícia, a melhor do ano, pelo menos para mim. Foi publicada nesta segunda-feira (13), aqui mesmo no R7, às 14h59, pela repórter Marina Novaes (leia aqui). Como não vi a repercussão em outros portais e folhas de papel, ao contrário do aconteceria se tivesse ocorrido alguma desgraça, vale a pena relembrar os principais trechos:

* Quase 90% dos jovens têm orgulho de ser brasileiros, revela pesquisa.

* Geração “sonhadora” quer “oportunidade para todos” e menos consumismo.

* Formação profissional está no topo das preocupações dos jovens de hoje; 90% querem uma carreira que ajude o Brasil.

“Hoje, 50% dos jovens brasileiros se conectam mais com discursos coletivos do que individualistas (…) Isso mostra que o jovem concorda que tem um papel de transformar a sociedade, ou seja, ele entende que o que mais aceitável socialmente é ser mais ‘coletivo’ “, constata Gabriel Milanez, pesquisador da Box1824, uma agência especializada em mapear tendências de comportamento, que desenvolveu o estudo “Sonho Brasileiro” durante mais de um ano, em parceria com o Instituto Datafolha.

Confesso que estes números mostrando mais solidariedade do que ganância na alma dos nossos jovens constituíram uma grata surpresa para mim, que temia no consumismo galopante o fim daquilo que os antigos chamavam de idealismo, quer dizer, a luta por um mundo melhor para todos.

A pesquisa, segundo o relato da colega Marina Novaes, ouviu mais de 3.000 jovens entre 18 e 24 anos em 173 cidades do país. Um terço deles é considerado “sonhador” e três quartos mostram-se otimistas em relação ao futuro do Brasil. Que mais um país poderia querer dos seus jovens?

Apenas 5% dos jovens escolheram a prioridade “ficar rico”. O velho sonho da minha geração, comprar a casa própria, hoje é o objetivo principal de apenas 15%. Mais da metade, 55% dos entrevistados, achou mais importante “a formação profissional e emprego na área escolhida”.

Resultado: para a nova geração, o Brasil deixou de ser o “país do futuro” e passou a ser o “país do presente”.

Como pai de duas jovens senhoras bem-sucedidas pessoal e profissionalmente, e avô de três belíssimos netos, só posso ficar contente e com as esperanças renovadas depois de ler esta pesquisa. Viva o Brasil!

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