Category: Saúde mental

Uma doença chamada homem

Por Leonardo Boff A dimensão assassina, sejamos concretos e humildes, habita em cada um de nós. Temos instintos de agredir e de matar. É da condição humana, pouco importam as interpretações que lhe dermos. A sublimação e a negação desta anti-realidade não nos ajuda. Importa assumi-la e buscar formas de mantê-la sob controle e impedir que inunde a consciência, recalque o instinto de vida e assuma as rédeas da situação. Freud bem sugeria: tudo o que faz surgir laços emotivos entre os seres humanos, tudo o que civiliza, toda a educação, toda arte e toda competição pelo melhor, trabalha contra a agressão e a morte.

A quem interessa confundir doença mental e violência?

Por Pedro Alves A questão que vale no caso de Realengo, e que é a real, é a questão do doente mental e da juventude que não recebem o devido apoio no Brasil. O doente mental teve um tratamento deteriorado no pais, principalmente após a implantação da ditadura em 1964. Nomes como Nise da Silveira, médica psiquiatra, nascida em Maceió em 15 de fevereiro de 1905, falecendo em 30 de outubro de 1999, com 94 anos, no Rio de Janeiro, contribuiram significativamente para um melhor tratamento do doente mental no Brasil. Pela posse de livros marxistas, foi levada à prisão em 1936 no presídio da Frei Caneca por 18 meses. Neste presídio também se encontrava preso Graciliano Ramos. Assim ela tornou-se um dos personagens do livro Memórias do Cárcere.