Ê, lerê…

Sair de lugar seguro

Encontrar o vendaval

Me acho no que não procuro

Meu bem é meu maior mal

Ê, lerê, pra onde vou?

Ê, lará, onde estarei?

Ter intenções ou flutuar?

Ê, lerê, estou estou

Ê, lará, é lá é lá

Certezas? Verdades?

Quanto cinismo!

Proezas? Sanidades?

Nem no abismo.

Chegar a pouso certo

Preferir o que não sei

Sei lá… Está aberto?

O livro que não lerei.

23 de Julho de 2010,

Ana Helena Tavares


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Um Silva, uma estrela e o mundo pela frente

Um Silva, uma estrela e o mundo pela frente

Por Ana Helena Tavares (*)

Nasceu! Terra batida…
Chão que muita lágrima já secou.

Viveu… e sabe o que é vida.

Ainda luta pelo que gritou.

“Cadê o açude? Cadê a comida?”

Perguntava a uma mãe (quase) impotente.

“Vamos mudar? Anda… decida!”

Pensava aquela mãe (sempre) tão crente.

Mudaram… Pela frente pau-de-arara,

São Paulo, desconhecida imensidão.

“Olha o amendoim! Olha a graxa!” Folga rara:

Estudo no SENAI e o futebol por paixão.

Fundou uma estrela e a fez brilhar

Sua bandeira? O trabalhador.

Perdeu um amor e optou por lutar.

Já nasceu para aprender com a dor.

Sobre palanques, enfrentou o medo.

O terror, dos anos de chumbo.

Uma máquina lhe tomou um dedo…

Os outros nove? Influenciam o mundo.

Mr. Silva é como o Tio Sam o chama.

De doutor? Possui títulos para ser chamado.

Mas como companheiro foi que ele fez fama.

O nome dele é diálogo e assim deverá ser lembrado.

*Ana Helena Tavares, jornalista, escritora e poeta eternamente aprendiz.

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