Diálogo poético

Ana Helena

Como seria se meus humildes versos pudessem conversar com a poesia do gênio dos heterônimos? Imaginei como poderia ser esse diálogo inusitado, intercalando versos meus com os de Fernando Pessoa de modo que realmente parecessem conversar (os dele aparecem entre aspas). Segue abaixo o resultado em três postagens diferentes, divididas por temas.

Cheia

Ana Helena

Estou cheia… Cheia mesmo, ouviram?!
Cheia não sei bem de que, é verdade!
Talvez do que sempre me imprimiram.
Hipocrisias da sociedade…

Sociedade muito bolorenta!
Que me deixa cheia sim, nunca nego.
Quem será que isso tudo ainda agüenta?!
Mundo preocupado com o ego…

O mesmo ego que me deixa tão cheia.
Do cotidiano, planos demais…
Na vida, não podendo fazer ceia

Um lanche também satisfaz!
Nunca cabe é julgar a vida alheia…
Pra que pensar que o outro tem mais?

Afinal será mais viva a pintura
Da fachada do vizinho
Ou será você que não mais atura
Seguir o seu próprio caminho?

Maio de 2008,
Ana Helena Ribeiro Tavares

%d blogueiros gostam disto: