Bolívia

A sina da América católica

Luiz Fernando Camacho, no púlpito, de bíblia na mão, ao lado de imagem de Nossa Senhora.

Por Ana Helena Tavares, jornalista

A América já não é tão católica se compararmos com a época em que Caetano Veloso tinha longos cachos e lamentava a nossa “incompetência” e consequente necessidade de “rídiculos tiranos”. Porém, a parcela reacionária do catolicismo permanece decisiva nos rumos políticos desse pedaço de terra abaixo da linha do Equador.

Basta observar que, apesar de estar sendo chamado genericamente de “fundamentalista religioso”, o líder golpista boliviano, Luiz Fernando Camacho, é católico fervoroso, devoto de Nossa Senhora. Basta observar ainda que, no Brasil, o voto católico foi decisivo para eleger Bolsonaro.

Como já tem sido muito estudado, os católicos chamados “carismáticos” (mas não só estes) se aproximam dos neopentecostais “evangélicos”. Ambos são faces de um “cristianismo” sem Cristo, calcado no velho testamento. Um “cristianismo” que acredita num Deus opressor, mau e punitivo, negando tudo o que o homem de Nazaré fez em vida.

Há os que lideram golpes e tomam a linha de frente, de bíblia e cruz na mão, mas há muitos que seriam mais honestos se dissessem que seguem o “pilatismo”, pois simplesmente lavam as mãos diante de qualquer injustiça.

No caso dos católicos, são surdos ao atual líder da Igreja. Lamentam que hoje o trono de Pedro não seja ocupado por um ridículo tirano.

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